16 de jun de 2017

Formigamento na mão do músico

Você entra na igreja, pouco antes da Missa iniciar, e lá esta ele afinando o violão, dedilhando o teclado, batendo (de leve) na bateria. E aquele silêncio tão necessário antes do início da Missa é invadido por rumores. Muitos afinam seus instrumentos antes da Missa; tudo bem, mas que o façam na sacristia ou em outro local, mas fora da igreja. Alguns até o fazem, mas não aguentam o formigamento na mão e começam a tocar, mexer no microfone  e assim comprometem aquela concentração tão importante antes da Missa. Quando tudo deveria silenciar antes da Missa, o músico com formigamento na mão está irrequieto.
Depois, a coisa piora, quando o músico tem formigamento nas mãos. Ele não as controla. Vem o silêncio do ato penitencial, e ele fica dedilhando sua viola. Chega a Liturgia da Palavra, as leituras acontecendo, e o formigamento parece aumentar. Fica lá dedilhando seu violão. São inoportunos e atrapalham a celebração, a concentração e a oração. Não se tocam, mas tocam seu violão porque não estão na celebração, vivem com a mão no violão.
Já participei de celebrações com músicos dedilhando violão e ciscando no teclado durante a homilia. Numa delas, o padre parou a homilia e educadamente pediu que parasse. O músico, grosseiramente e ostensivamente, levantou-se e foi embora. Demonstrou que de educação entendia pouco. Não tinha compreendido ainda que é falta de educação atrapalhar a homilia com seus dedilhados, naquele momento, inoportunos.  
Chega o momento da Oração Eucarística e, lá está ele: a Missa silenciando e ele dedilhando seu violão. Alguns inventam fazer fundo musical no momento da consagração, quando tudo deveria ser silenciosamente quieto. O formigamento em sua mão o leva a ser invasivo até mesmo do silêncio celebrativo. 
Pois é, para não ser invasivo, ele deveria se tocar ou, se for o caso, tratar esse seu formigamento na mão para a celebração não atrapalhar.
Serginho Valle
2017


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