17 de nov de 2017

O trabalho da Equipe Litúrgica na comunidade

Disponibilidade de quem trabalha na Equipe LitúrgicaPrecisamos ser sinceros, desde o início: quem trabalha no ministério da Pastoral Litúrgica, de modo particular, quem se ocupa com Equipe Litúrgica, não pode ter muitos outros trabalhos pastorais na comunidade. Aliás, penso que não deveria ter nenhuma outra atividade pastoral para se dedicar exclusivamente à Pastoral Litúrgica.
         A Equipe Litúrgica envolve demais as pessoas. Vamos elencar alguns dados, numa lista que poderá ser bem mais extensa que esta que apresento, elencando as atividades dos membros da Equipe Litúrgica. Os principais trabalhos da Equipe Litúrgica são:

 Reuniões de planejamento       Quem atua na Equipe Litúrgica está quase sempre envolvido em reuniões de planejamentos. Ora são as reuniões de planejamento da formação litúrgica da comunidade, ora serão as reuniões de planejamento das celebrações do mês; tem também as celebrações especiais, além disso, as escolhas de canções para o mês... Como se vê, é um trabalho envolvente, que ocupa os membros da Equipe Litúrgica de tal modo que os mantêm ocupados o tempo todo.

 Encontros de avaliações       Uma vez que a Pastoral Litúrgica é uma pastoral que exige revisões periódicas, quem trabalha diretamente na Equipe Litúrgica precisa encontrar tempo para avaliar com sinceridade e com objetividade as celebrações, o encontro de formação que aconteceu, as canções que foram propostas pelo Ministério da Música, etc... Uma vez que de boas avaliações surgem melhorias para a Pastoral como um todo, as avaliações necessitam de muita atenção e carinho, isto significa avaliações bem feitas.       As boas avaliações surgem de uma metodologia que não se resume a criticar o que não saiu bem para chamar atenção e fazer correções, embora isso seja necessário. De boas avaliações surge a proposta de se estar em contínuo processo de aprendizagem em vista de uma criatividade frutuosa para o bem de todos que celebram a Liturgia na comunidade.

 Preparação de cursos e encontros       De tempos em tempos, a Equipe Litúrgica precisa preparar cursos e encontros. São cursos de fundamentação teológica, às vezes um retiro espiritual com algum ministério, como leitores, salmistas... Outras vezes são cursos de iniciação ou de aprofundamento teológico, cursos de técnicas para cantar bem, para ler, postura corporal, etc.      Como se sabe, preparar um curso envolve muitas pessoas e sempre é uma tarefa exigente. Uma boa formação litúrgica não se limita a encontrar palestrastes e passar um final de semana ouvindo palestras. A boa formação litúrgica, especialmente aquele dedicada a atividades celebrativas acontece, de preferência, com pequenos grupos de ministérios específicos (só com os músicos, por exemplo; só com o ministério da acolhida) e com a metodologia de workshop, que adota como método uma espécie de laboratório. Cursos, portanto, com finalidade de conhecimento teórico e prático.       Eis outro motivo a mais para que você perceba quão difícil é conciliar quem atua na Equipe Litúrgica com outra atividade pastoral.

 Preparar material - coordenar       Todos os meses a Equipe Litúrgica está envolvida com alguma atividade extra: festa do padroeiro, celebração penitencial, celebrações catequéticas e outras mais. Tudo isso exige preparação de material, coordenação, tempo para preparação. Dentro do princípio de jamais improvisar e nunca repetir, a Equipe Litúrgica vive em constante atividade criativa. Quando aparecem as celebrações de Tempos fortes do Ano Litúrgico (Natal e Páscoa) o volume de trabalho aumenta ainda mais. Além de preparar o material, a Equipe Litúrgica precisa passar todo esse material para as Equipes de Celebrações com as devidas orientações.

Depois de tudo isso....
            Depois de tudo isso, alguém que contestar que o pessoal da Equipe Liturgia fica somente com as celebrações da comunidade, e ainda considera isso muito pouco, não compreendeu ainda que a Equipe Litúrgica faz a Pastoral Litúrgica acontecer na comunidade para que as celebrações sejam vivas, atraentes e fonte de todas as atividades da Igreja (SC 10). Claro que sempre haverá alguém para reclamar, como mostra a experiência; a estes é preciso conceder o perdão e continuar a trabalhar.
            Toda essa minha reflexão poderá servir para pensar que um trabalho pastoral, qualquer que seja, a exemplo do que falamos para a Pastoral Litúrgica, necessita dedicação plena, para se evitar o que vemos hoje em nossas comunidades: ataca-se em todas a frentes, atira-se para todos os lados e nem sempre se alcança o que se propõe. Isso acontece, não pela falta de capacidade para o trabalho pastoral, mas porque uns poucos estão querendo, ou precisam, atuar em várias frentes pastorais. Será que isso acontece por falta de voluntariado ou descuido na formação e preparação de lideranças?
            Alguém poderá dizer que não estou confiando no Espírito Santo. Muito pelo contrário. Um antigo adágio teológico diz: “a graça supõe a natureza”. Isto quer dizer que Deus colabora com a graça, mas nos concede a graça da inteligência para nos organizarmos e termos objetivos claros a alcançar.
Serginho Valle
Novembro 2017

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