1 de jun de 2015

Assunção de Nossa Senhora


No dia 15 de agosto, celebramos uma das principais solenidades de Nossa Senhora. Trata-se de sua gloriosa assunção ao céu.

Para a exaltação de Jesus à glória, falamos em ascensão, uma vez que ele próprio se eleva ao céu.  Maria, porém, é assunta, isto é, elevada à glória não por sua própria capacidade, mas glorificada por Jesus ou pela Trindade. É a Assunção de Maria. A primeira consideração a fazer é que o dogma (verdade de fé) da Assunção não está explícito na Bíblia. Como, então, podem os afirmar algo que a própria Escritura não afirma expressamente? É que, no período em que o Novo Testamento foi escrito, a realidade sobre o final da vida de Maria na terra ainda não era preocupação.
Contudo, a partir do que a Bíblia fala sobre Nossa Senhora e do seu especial vínculo com Jesus Cristo, tanto a reflexão teológica quanto a intuição popular passaram a professar a fé na gloriosa assunção de Maria. Já no século IV, temos notícias sobre uma festa litúrgica da Dormição de Nossa Senhora e relatos de que seu corpo nunca foi encontrado no túmulo, porque Deus a glorificara. A fé e a teologia, a piedade popular, a liturgia e a poesia cristã professam: a Imaculada Virgem Maria, Mãe do Senhor, sempre unida a Jesus e por peculiar privilégio dele, não podia conhecer a corrupção da morte e seu corpo não poderia repousar numa sepultura.
Só no dia 1º de novembro de 1951, Papa Pio XII, pela constituição apostólica Munificentissimus Deus, proclamou a gloriosa Assunção da Virgem Maria ao céu, afirmando que a verdade da Assunção de Maria fundamenta-se, sim, na Escritura, de acordo com a interpretação dos Santos Padres e dos teólogos. A constituição Apostólica de Pio XII afirma ainda que a gloriosa assunção de Maria é conseqüência da sua perfeita união com seu Filho Jesus Cristo e pelos méritos dele; Maria assunta é imagem da Igreja que, uma vez realizada, também será plenamente glorificada. Uma reflexão muito bela e apropriada é compreender que se pela Imaculada Conceição, Nossa Senhora já é como seremos, por sua gloriosa assunção já está onde estaremos.
O documento pontifício não afirma que Maria tenha morrido ou não, nem explica de que jeito aconteceu a Assunção. O que proclama é a perfeita sintonia da Mãe com o Filho, na felicidade plena da glória.


 


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