22 de jun. de 2016

Monição na Missa

Logo após a saudação inicial, com a qual o padre acolhe os celebrantes, dirige-se à assembléia através da "monição". Palavra de origem latina, "monitio", tem o sentido de advertência, de chamada de atenção, de convite para um determinado ponto de atenção ou um foco. Em termos atuais, pode-se dizer que a monição tem a finalidade de ajudar os celebrantes a focarem-se num aspecto da celebração.
O termo "monitio" — monição — nos ritos iniciais tem, portanto, a finalidade de preparar os celebrantes para entrarem na celebração iluminados por uma luz especial, que vem da Palavra. No início da Missa, a preparação é feita chamando atenção para uma luz ou para um enfoque especial daquela Missa. Entende-se que as muitas propostas temáticas vindas da Palavra e da vida da comunidade não podem ser tratadas numa única celebração. De onde a necessidade de focar em um ou, no máximo, dois aspectos. A monição é o momento para apresentar à assembléia o contexto celebrativo na qual está sendo proposta celebrar aquela Eucaristia.
Do ponto de vista comunicativo, a monição caracteriza-se pela brevidade. Em poucas palavras, o padre apresenta o contexto celebrativo e, logo em seguida, passa ao ato penitencial. Como se percebe, não se trata de um mini-sermão, com muitas explicações e comentários sobre a celebração. A monição é breve.
Ao lado da brevidade, qual fiel companheira, está a objetividade. Breve e objetiva são as características da monição. Nada se enrolação, de prolixidade, mas objetivamente propor o que precisa ser proposto e passar para o rito seguinte. Sempre do ponto de vista comunicativo, é antipático iniciar a celebração com muito falatório, uma lista infindável de intenções, com ares de interminável. Isto é cansativo para que ouve.
Aliás, o momento da monição não é para explicar as leituras, não serve para perguntar quem faz aniversário e quantas pessoas de outras comunidades estão na Missa e outras coisas mais. Isto pode ser feito antes da Missa, num momento que se chama ambientação. O muito falar e o falar de muitas coisas no início da celebração são ruídos que desconcentram do foco, tira o silêncio interior dos celebrantes e cria um clima de cansaço logo no início da celebração; e isso não é bom. O início da celebração deve ser calmo, breve e acolhedor. Por isso, não é aconselhável palmas, cantigas de boas vindas e coisas do gênero como parte da monição. Uma boa monição se caracteriza, repetindo, pela brevidade e objetividade. Isto passa aos celebrantes que a celebração irá fluir e não será ruidosa. Neste caso, pode-se aplicar o provérbio: “a primeira impressão é a que fica”.
Serginho Valle

2016
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2 comentários:

  1. Outro assunto: Tem ocorrido na minha paróquia que, nas 1ª e 2ª Leituras estão omitindo a expressão "Leitura" no início das "Leitura do Livro" ou "Leitura da Carta", ficando apenas "do Livro" ou "da Carta". Está correto isso? Pq a mudança apenas agora?

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    1. Sobre este tema, estou preparando um pequeno artigo que será publicado em breve.

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