A formação e a espiritualidade litúrgicas são os pilares da Pastoral Litúrgica Paroquial (PLP)

A paz do Senhor!

A finalidade deste espaço é oferecer material de formação litúrgica para quem atua em ministérios litúrgicos na comunidade paroquial. Seja muito bem-vindo e bem-vinda. Se quiser e puder deixar sua contribuição, agradeço muito. (Serginho Valle)
Tecnologia do Blogger.

Postagens recentes

A Liturgia pode ser um espaço de evangelização?

PASTORAL DA LITURGIA A Liturgia pode ser um espaço de evangelização? Celebrações evangelizadas, celebrações evangelizadoras Outubro ...

Pesquise aqui

Pesquisar neste blog

Home Ads

Meu perfil

Minha foto
São José do Rio Preto, São Paulo, Brazil
Paz e bem! A celebração da Liturgia é uma arte e, como acontece no exercício de toda arte, só celebra bem quem bem conhece a linguagem da arte litúrgica celebrativa.

Serviço de Animação Litúrgica

Serviço de Animação Litúrgica
Para acessar as propostas celebrativas dominicais acesse: www.liturgia.pro.br

Facebook

Publicações recentes

JSON Variables

5 de fev. de 2016

Celebração litúrgica como momento orante


Um dado teológico que necessita ser cada vez mais concretizado nas celebrações é considerar a celebração como momento orante, momento no qual a Igreja se coloca em oração diante de Deus. Do ponto de vista da Teologia Litúrgica, esta oração acontece em todos os sacramentos. Na Unção dos Enfermos, por exemplo, a Igreja reza para que o enfermo ungido receba a atenção divina; no Sacramento da Penitência, a Igreja intercede o perdão divino; na Ordem, a Igreja intercede o olhar divino para o candidato que será ordenado para um ministério específico. E assim com todos os Sacramentos e Sacramentais, não somente do ponto de vista da oração suplicante, mas também com relação a oração de ação de graças, cujo momento mais sublime — como diz o próprio termo — é a Eucaristia.
            Em algumas celebrações, como por exemplo, na Unção dos Enfermos, a dimensão orante assume uma função central. A Unção dos Enfermos é, na sua essência, uma celebração orante, com súplicas pela vida do doente, mas também como disposição que prepara os corações, do doente e dos demais celebrantes, para acolher a vontade divina. Na celebração das Exéquias, temos outro exemplo de uma celebração caracteristicamente orante, intercedendo pelo falecido e pelos familiares.
Mas, esta dimensão orante poderá ser dificultada em outras celebrações, inclusive na própria Eucaristia, quando a mesma, por exemplo, é transformada em longas pregações — com pequenas homilias e monições intermináveis a cada momento da celebração —, com canções que pouco conduzem à orar, mas mais para animar, com gestualidades que desconcentram, tirando a possibilidade de silenciar, condição indispensável para a oração cristã. É aquela oração que aprendemos de Jesus a silenciar em locais quietos e no silêncio da noite. Há algum tempo atrás, participei de uma ordenação, cuja celebração era uma atração depois da outra, com símbolos e sinais que,  a um dado momento cansavam dado o volume exagerado de informações. Em vez da oração, a dispersão dos celebrantes.
Não estou propondo essa reflexão para amortecer a dinamicidade celebrativa, mas para fomentar a oração comunitária, resgatando a centralidade orante que nunca pode faltar numa celebração. Na celebração não rezamos em nome pessoal. Por isso, o padre segue o Missal e, principalmente na Oração Eucarística, proclama a oração da Igreja e não aquela que ele inventa em cada Missa. O mesmo vale para dos demais sacramentos. E, mesmo que isso seja uma orientação, não se trata de algo que perturba a oração comunitária e nem tampouco a oração pessoal. Esta é sim prejudicada pelos pendulicários que muitos padres e Equipes de Celebrações inventam, tornando as celebrações intermináveis e, por isso, cansativas e, em muitos casos, impossibilitadas de oração.
Celebrar como a Igreja pede é celebrar de modo breve, com condições para se rezar comunitariamente e pessoalmente. Alguns padres deveriam deixar de se preocupar em agradar os celebrantes com novidades rituais e se proporem a ajudar (e ensinar, se preciso), o povo a rezar. Mas, para isso, ele precisa ser homem de oração. Dificilmente você encontrará um padre de oração agitando demais uma celebração; ao contrário, ele favorecerá o silêncio como local apropriado para rezar.

Serginho Valle

0 Comentários:

Postar um comentário

Participe. Deixe seu comentário aqui.