A formação e a espiritualidade litúrgicas são os pilares da Pastoral Litúrgica Paroquial (PLP)

A paz do Senhor!

A finalidade deste espaço é oferecer material de formação litúrgica para quem atua em ministérios litúrgicos na comunidade paroquial. Seja muito bem-vindo e bem-vinda. Se quiser e puder deixar sua contribuição, agradeço muito. (Serginho Valle)
Tecnologia do Blogger.

Postagens recentes

A Liturgia pode ser um espaço de evangelização?

PASTORAL DA LITURGIA A Liturgia pode ser um espaço de evangelização? Celebrações evangelizadas, celebrações evangelizadoras Outubro ...

Pesquise aqui

Pesquisar neste blog

Home Ads

Meu perfil

Minha foto
São José do Rio Preto, São Paulo, Brazil
Paz e bem! A celebração da Liturgia é uma arte e, como acontece no exercício de toda arte, só celebra bem quem bem conhece a linguagem da arte litúrgica celebrativa.

Serviço de Animação Litúrgica

Serviço de Animação Litúrgica
Para acessar as propostas celebrativas dominicais acesse: www.liturgia.pro.br

Facebook

Publicações recentes

JSON Variables

19 de out. de 2016

Evangelho na Missa


Depois de comentar sobre as leituras e o salmo responsorial, vamos considerar alguns aspectos do Evangelho, no contexto da Liturgia da Palavra da celebração Eucarística. 
O Evangelho é o ápice da Liturgia da Palavra em todas as celebrações litúrgicas, mas isto é demonstrado de modo mais evidente na celebração Eucarística.
Do ponto de vista celebrativo, toda a Liturgia da Palavra converge para o Evangelho e tudo, na Liturgia da Palavra, ilumina-se no  Evangelho. O Evangelho, portanto, está no centro da Liturgia da Palavra, iluminando a compreensão das leituras e do salmo responsorial. O Evangelho é a principal fonte inspiradora da homilia, da profissão de fé e da oração dos fiéis.  Além disso, num contexto mais amplo, o Evangelho ilumina e conduz celebração Eucarística como um todo.
Sendo o centro da Liturgia da Palavra, o Evangelho recebe todo respeito,  todas as honras e homenagens, através de diferentes ritos. Isto tem seu fundamento no fato que o Evangelho é uma forma de presença de Jesus Cristo na assembléia; ou seja, é próprio Jesus Cristo que proclama o Evangelho, que continua proclamando o Evangelho, na assembléia. Por isso, quando se proclama o Evangelho é Jesus presente que fala  em nosso hoje e na realidade da nossa comunidade e para a realidade da comunidade. 

Aclamação ao Evangelho 
Considerando o que se disse sobre a proclamação do Evangelho, entende-se que os ritos que preparam e que conclui o Evangelho são ritos aclamativos, de acolhida e de louvor a Jesus Cristo, presente no Evangelho. Sobre os ritos aclamativos dedicarei uma reflexão especial oportunamente. No momento, vale repetir tratar-se de ritos para aclamar o próprio Jesus que irá anunciar o Evangelho e, na aclamação pos proclamação do Evangelho, um rito para acolher, bendizer e  s comprometer com o que Jesus anunciou. 

Livro  do Evangelho: o Evangeliário
Sendo o momento mais importante e o ápice da Liturgia da Palavra, a simbologia que interage com a assembléia precisa estar a altura. É o caso do livro dos Evangelhos usado na Liturgia Eucarística: o Evangeliário. 
O Evangeliário é considerado o livro mais importante da Liturgia. Concordo com os colegas liturgistas que definem o Evangeliário como o “único livro litúrgico”, com direito de ser depositado sobre o altar, no mesmo local onde é depositado o Corpo e Sangue do Senhor, depois da consagração. Nossa Liturgia não usa a Bíblia em suas celebrações, nem da parte de quem proclama o Evangelho e nem da parte do povo, que participa da proclamação do Evangelho, ouvindo. A proclamação do Evangelho é um rito de escuta. Por isso é estranho acompanhar a proclamação do Evangelho lendo o texto num folhetinho ou em outros materiais ou até mesmo na Bíblia. No  momento da proclamação do Evangelho, todos os olhares e o próprio corpo se volta para o ambão e para o Evangeliário. Por isso, os folhetos deveriam ser colocados de lado e os datashows desligados. Olhares e ouvidos voltados para o ambão, de onde fala Jesus Cristo. Trata-se, repito, de um rito de escuta, simbolizado inclusive na posição do corpo voltada para o ambão.
Dada a importância do Evangeliário como único livro Litúrgico, este é tido na condição de sacramento, presença de Jesus. Por isso, ele é guardado com todo cuidado fora da Liturgia e, na celerbação, é colocado sobre o altar, é conduzido em procissão, incensado e beijado. 
Diante de tão grande símbolo não tem como não considerar ridículo o uso de folhetos para proclamar o Evangelho. Cresce o ridículo quando a desculpa é transferida para o conteúdo, de que o mesmo texto encontra-se tanto no Evangeliário como num folheto ou num livreto. Típico pensamento de quem não compreendeu o processo comunicativo litúrgico da proclamação do Evangelho e nem a riqueza simbólica do Evangeliário. 

Local da proclamação 
Sobre o local da proclamação, o ambão, já comentamos em, pelo menos, dois ou três artigos. Neste momento, basta acrescentar que, sendo o momento ápice da Liturgia da Palavra, o local da proclamação do Evangelho é o ambão, uma Mesa especial para acolher o Evangelho. O padre ou diácono não proclamam o Evangelho da cadeira presidencial e menos ainda do altar, porque o altar não a mesa da Palavra, mas Mesa da Eucaristia. 
Também o ambão é modificado no momento da proclamação do Evangelho. Se no momento da proclamação das leituras e do salmo responsorial, o ambão não recebe nenhum outro símbolo, no rito da proclamação do Evangelho, o ambão é ladeado por ministros, dois ao menos, segurando velas processionais (aquelas velas grandes em candelabros de procissão). Indicação visível de homenagem a Jesus anunciador da Boa Nova.  Ainda mais, é no ambão que o Evangeliário é incensado, um rito que dignifica a importância do momento celebrativo.

Proclamador do Evangelho 
Também o proclamador do Evangelho é especial: diácono ou padre. O leigo, a leiga, o seminarista, a freira... Ninguém recebeu a ordenação para proclamar o Evangelho. É o diácono ou o padre que proclamam agindo in persona  Christi. Trata-se de um conceito equivocado querer igualar funções rituais litúrgicas, atribuindo a proclamação do Evangelho a pessoas não ordenadas.

O Evangeliário fora da celebração 
O respeito para com o Evangeliário continua depois da celebração, como já referido de passagem. Ele não é guardado junto com os demais livros e como os demais livros, disposto lado a lado numa estante. O Evangeliário é conservado na sacristia com cuidados especiais, indicativo de todo respeito do qual é merecedor e daquilo que ele represente na celebração Eucarística.
Hoje, muitas comunidades latinas adotaram o belo costume da Liturgia Oriental de guardar o Evangeliário dentro de uma teca especialmente preparada para esta finalidade. Outras comunidades o colocam no armário central da sacristia exposto por uma portinha de vidro. Há os que o guardam envolvido num véu ou num pano especial. Tudo demonstrando o valor e o respeito para com o Evangeliário.
Serginho Valle
2016


Um comentário:

Participe. Deixe seu comentário aqui.