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Mostrando postagens de julho, 2017

Liturgia e vocação

Minha proposta é considerar as celebrações litúrgicas de agosto 2017 a partir do contexto vocacional, considerando que agosto é um daqueles meses temáticos instituídos pela CNBB, dedicado às vocações.             Toda vocação, do ponto de vista de Bíblico, consiste basicamente em três movimentos: o chamado divino, o tempo da escuta e a resposta pessoal. Mesmo havendo casos em que a escuta pareça inexistente, sempre existe um momento para interrogar, como é o caso da vocação de Maria, a Mãe de Jesus. Ela foi chamada por Deus, escutou e questionou a proposta divina e, depois disso, deu sua resposta definitiva acolhendo o chamado. Este é um tema que mantém relação com a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. É um dado importante considerar estes três movimentos — chamado, escuta e resposta pessoal — para não se correr o risco de precipitação, em se querer responder de maneira apressada. Deus chama e dá um tempo para que a pessoa...

Secreta da comunhão

A oração “secreta” dos ritos preparatórios para a Comunhão Eucarística obedece a mesma função, a mesma finalidade e a mesma dinâmica das outras orações secretas já avaliadas aqui no blogger. Trata-se de uma oração silenciosa feita exclusivamente pelo padre. O Missal Romano propõe duas fórmulas para a secreta antes da comunhão. Conteúdo oracional             A primeira secreta é dirigida a Jesus Cristo, reconhecendo que ele é o Filho do Deus vivo, aquele que realizou plenamente a vontade do Pai. O texto faz uma breve anàmnesis (memorial), que se conclui reconhecendo que toda a ação salvadora de Jesus Cristo, em favor da humanidade, foi realizada juntamente com o Espírito Santo. Quer dizer, o Espírito divino age e colabora na ação salvadora de Jesus Cristo. Faz-se memória, em outras palavras, da Salvação como obra Trinitária. A segunda parte desta primeira secreta apresenta, sempre em forma memorial, o modo como Jesus oferece...

A formação e a criatividade do ministro da ornamentação

O ministério da ornamentação não se caracteriza como um grupo de pessoas que enfeitam a igreja para celebrações. Já comentamos esse aspecto e esta dimensão reducionistas do ministério da ornamentação em nossas comunidades. A composição floral e simbólica do espaço celebrativo tem a ver com a celebração e como que exige um conhecimento básico de comunicação simbólica litúrgica para o bom exercício das atividades do ministério da ornamentação na comunidade.  A competência para exercer tal finalidade, além do talento artístico, pede uma estrutura formativa planejada e orgânica. Se a boa vontade ajuda, no inicio, esta não tem condições de se sustentar por muito tempo. Ou seja, somente boa vontade não é suficiente. É preciso, portanto, propor sempre novos elementos e estes são passados e aprofundados por meio da formação, de leituras, de cursos, de pesquisas, de estudos e de interação com o mundo da arte e da curiosidade sadia que vive em ...