A formação e a espiritualidade litúrgicas são os pilares da Pastoral Litúrgica Paroquial (PLP)

A paz do Senhor!

A finalidade deste espaço é oferecer material de formação litúrgica para quem atua em ministérios litúrgicos na comunidade paroquial. Seja muito bem-vindo e bem-vinda. Se quiser e puder deixar sua contribuição, agradeço muito. (Serginho Valle)
Tecnologia do Blogger.

Postagens recentes

A Liturgia pode ser um espaço de evangelização?

PASTORAL DA LITURGIA A Liturgia pode ser um espaço de evangelização? Celebrações evangelizadas, celebrações evangelizadoras Outubro ...

Pesquise aqui

Pesquisar neste blog

Home Ads

Meu perfil

Minha foto
São José do Rio Preto, São Paulo, Brazil
Paz e bem! A celebração da Liturgia é uma arte e, como acontece no exercício de toda arte, só celebra bem quem bem conhece a linguagem da arte litúrgica celebrativa.

Serviço de Animação Litúrgica

Serviço de Animação Litúrgica
Para acessar as propostas celebrativas dominicais acesse: www.liturgia.pro.br

Facebook

Publicações recentes

JSON Variables

20 de jul. de 2019

Linguagem simbólica na Liturgia


A arte de comunicar-se bem consiste no conhecimento e na prática da linguagem. Um bom músico só se comunica bem quando conhece a linguagem e tem prática, depois de muito treino e ensaio, com seu instrumento. Assim como o músico precisa conhecer o instrumento, conhecer a linguagem e a técnica para bem se comunicar, o mesmo acontece com quem se dedica à arte da comunicação litúrgica: necessita conhecimento da linguagem litúrgica.
            Ao se tratar da linguagem litúrgica, estamos falando de uma linguagem complexa ou, melhor dizendo, da multilinguagem que compõe o processo comunicativo litúrgico presente na prática celebrativa. Estou falando da linguagem da música, linguagem oral, linguagem visual e, dentre outras, da linguagem simbólica. Este conjunto de linguagens faz com que a Liturgia situe-se no contexto de comunicação artística. Por isso, é preciso conhecimento e senso artístico para se comunicar bem com a comunicação litúrgica. Neste processo comunicativo artístico, que permeia toda celebração litúrgica, meu aceno vai para os símbolos e sinais na ação litúrgica.
Quando as palavras não conseguem dizer tudo, então se recorre aos símbolos. Isto acontece muito na comunicação litúrgica ao fazer amplo uso da linguagem simbólica. A Liturgia acontece num contexto simbólico, como é o fato de nossas igrejas, que não são salões com palcos, mas arquitetura simbólica que abriga a celebração litúrgica. Todas as celebrações sacramentais são realizadas com símbolos e com gestos simbólicos. Nisto inclui simbolismos do vestuário, como os paramentos e as vestes ministeriais, simbolismos gestuais, como os gestos orantes, as posições corporais... tudo com significados simbólicos. A comunicação litúrgica não é “falatória” e muito menos “falação”, é uma comunicação dinamicamente simbólica e significativa. Por isto, a necessidade de conhecer o que significa cada símbolo e cada sinal para celebrar com dignidade e faticamente.
O código simbólico litúrgico é complexo e traz consigo uma bagagem de séculos de Tradição e de tradições. Sim, Tradição com o “T” maiúsculo, indicando a “Traditio” que se fundamenta na Palavra e no patrimônio sacramental simbólico eclesial formado no decorrer dos séculos e, as tradições com “t” minúsculo, composto de ritos introduzidos em épocas culturais. Por isso, repetindo, a linguagem simbólica litúrgica é riquíssima e, ao mesmo tempo complexa. É uma linguagem essencialmente artística e, por isso, quando não bem feita sabota a celebração com comunicações ruidosas.

Celebrar com símbolos e sinais
A complexidade da linguagem simbólica e sígnica da comunicação litúrgica exige conhecimento, arte e, uma coisa que às vezes se esquece, simplicidade que, no caso, tem a ver com a medida certa. O excesso de sinais e símbolos torna-se ruído no processo comunicativo litúrgico. É uma comunicação que precisa ser bem dosada. O excesso de símbolos e sinais, além daqueles que são próprios da celebração litúrgica, por exemplo, torna a celebração litúrgica pesada, longa, cansativa e provocadora de distração. De outro lado, a ausência de símbolos e sinais, a torna áspera, sem atrativo, seca e, sem receio de afirmar, a torna vazia, sem graça. A comunicação simbólica litúrgica distingue-se pela simplicidade discreta, que a faz comunicativamente bela.
Para isso existe um critério que precisa ser levado em conta. O critério do “reconhecimento”. Uma das tantas definições e funções de sinal e símbolo, válidos especialmente para a comunicação litúrgica, é aquela do reconhecimento. O argumento do “reconhecimento” fundamenta o gesto celebrativo simbólico mais emblemático presente na Liturgia Eucarística: “eles o reconheceram ao partir o pão” (Lc 2431). O gesto simbólico de partir o pão, feito com o símbolo do pão, revela a presença (o reconhecimento) do Senhor. Os discípulos reconhecem no simbolismo do pão e no gesto simbólico de repartir o pão na mesa, a presença de Jesus. Disto podemos concluir que encher a celebração de sinais e símbolos, com explicações e mais explicações para cada sinal e símbolo, é ruído comunicativo; é chato, é sinônimo de celebração com tempo psicológico interminável. A inflação da “simbolomania” é prejudicial para a comunicação litúrgica.
Voltando ao que se dizia, para introdução de símbolos ou sinais na celebração adote-se o critério do “reconhecimento”. Usar símbolos e sinais, nos quais os celebrantes reconhecem a presença do Senhor na vida cotidiana. E para isso, a necessidade de conhecimento e da arte de bem se comunicar com a linguagem litúrgica e, mais ainda, o conhecimento da compreensão simbólica dos celebrantes.
Serginho Valle
Julho de 2019


0 Comentários:

Postar um comentário

Participe. Deixe seu comentário aqui.