30 de set de 2016

IGMR 288 - Ornamentação das igrejas para a Eucaristia

Para celebrar a Eucaristia o povo de Deus se reúne geralmente na igreja, ou na falta ou insuficiência desta, em outro lugar conveniente, digno de tão grande mistério. As igrejas e os demais lugares devem prestar-se à execução das ações sagradas e à ativa participação dos féis. Além disso, os edifícios sagrados e os objetos destinados ao culto sejam realmente dignos e belos, sinais e símbolos das coisas divinas. (IGMR 288)


Iniciamos uma importante dimensão comunicativa litúrgica: o espaço celebrativo, o local onde acontece o processo comunicativo da celebração litúrgica. Diante do grande respeito pela santidade da Eucaristia, a Igreja traça algumas normas gerais sobre como ornamentar e preparar o local onde é celebrada a Eucaristia.
A primeira menção da IGMR 288 faz referência a um local digno para a celebração da Missa. Um modo de dizer que qualquer lugar não serve. Existe a necessidade que seja digno e não destinados a atividades de vícios, por exemplo, ou coisas do gênero. Quanto aos locais para a celebração da Missa, estes são regidos pela legislação litúrgica.
O segundo elemento refere-se às condições do espaço em vista de que a celebração possa ser realidade de modo digno e prático. Precisa reunir condições para a realização dos ritos e favorecer a participação dos celebrantes. Locais apertados, por exemplo, impedem que o processo comunicativo aconteça de modo satisfatório.
Por fim, a terceira condição: a beleza. Não se pode prescindir da beleza, de um local bonito, agradável e acolhedor, marcado pelo bom gosto principalmente de uma arte que seja litúrgica, porque o Mistério celebrado é grande. Isto significa que os arquitetos e decoradores de ambientes litúrgicos precisam, no mínimo, conhecer a funcionalidade da celebração e a proposta de um ambiente que favoreça a oração, a escuta da Palavra e o silêncio adorante que o Mistério celebrado exige.
Pode ser simples e pode até ser pobre, mas não pode deixar de ser bonito dentro das condições e dos conceitos artísticos de cada cultura. Para a Missa, quanto mais belo, mais digno. Beleza não se conjuga com caro, mas com bom gosto. 
Serginho Valle
2016





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