Pular para o conteúdo principal

QUASIMODO – Domenica in albis

Primeira palavra latina da antífona de entrada do 2º Domingo da Páscoa — “quasimodo genit infantes” — que significa “como crianças recém-nascidas...” (1Pd 2,2). Trata-se de uma exortação litúrgica, feita em forma de ritual antifonário, para que aqueles que receberam o Batismo na Vigília Pascal continuem alimentando a fé com o alimento espiritual da Páscoa no momento que terminam as grandes festas pascais e se ingressa na vida ordinária.

Neste Domingo da Oitava da Páscoa, os novos batizados, isto é, aqueles que tinham sido batizados na Vigília Pascal tiravam a veste branca que tinham recebido no rito batismal e usado nas celebrações da Oitava de Páscoa, no decorrer da semana e a depositavam aos pés do altar. Devido a este rito, de se desvestir das vestes brancas recebidas na Vigília Pascal, o 2º Domingo da Páscoa é também conhecido como “Domenica in albis”. Na tradução literal: “Domingo branco”.
(SV)



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Audemus dicere: Pater noster

Segundo dados da História da Liturgia, o Pai nosso entrou na celebração Eucarística da Liturgia Romana por volta do século III. Hoje, a Oração do Senhor, na Liturgia Romana, encontra-se na Eucaristia e nas celebrações de todos os sacramentos, na celebração da Liturgia das Horas e nas celebrações dos sacramentais.  Quanto ao momento do rito do Pai Nosso, na diferentes Liturgias Eucarísticas existe uma variedade considerável. Na nossa Liturgia Romana, por exemplo, o rito do Pai Nosso é realizado depois da Oração Eucarística, iniciando os ritos preparatórios da comunhão. Dizem os historiadores da Liturgia, que o mesmo o Pai Nosso foi colocado neste momento da Missa pelo Papa Gregório Magno. Na Liturgia Mossarabe era recitado depois da “fractio Panis” (fração do pão), na Liturgia Ambrosiana, depois de colocar o pão dentro do vinho (comixtio). Nas Liturgias Orientais, tem seu lugar (quase sempre) depois da fração do pão. Uma curiosidade histórica, a introdução do convite ao Pai Nos...

Acolhamos o celebrante...

O comentarista termina o comentário inicial, olha para a assembléia e diz: “de pé, acolhamos o celebrante cantando o canto de entrada”. Alguns outros comentaristas dizem: “acolhamos o padre com sua equipe”.... Pois é, a CNBB pediu para substituir o ministério de comentarista pelo de ambientador, mas parece que a proposta pastoral ainda não vingou. Mas, o que interessa é o título de nossa reflexão, que precisa ser refeito ou, em algumas comunidades, corrigido.             Já refletimos que quem celebra a Missa é toda a assembléia reunida ao redor da Mesa da Palavra e da Mesa do Altar. Por isso, o mais correto seria dizer: “de pé para participarmos com o canto inicial da procissão de entrada”. É algo bem fácil e simples de corrigir; basta um pouco de atenção e tempo para se acostumar com o novo linguajar e começar a entender o significado da procissão que abre a celebração Eucarística        ...

Ministério da ornamentação no Tríduo Pascal

O Ministério da Ornamentação tem muito trabalho na semana santa. Não só devido ao aumento das celebrações, mas também porque cada celebração exige um cuidado especial e um esmero apurado na preparação e sistematização do espaço celebrativo para cada celebração do Tríduo Pascal em particular. Afinal, trata-se do momento culminante da Liturgia: a celebração anual do Mistério Pascal de Jesus Cristo.             Minha intenção é chamar atenção para alguns elementos da preparação do espaço celebrativo do Tríduo Pascal em cada celebração. Quinta feira santa  A celebração pascal inicia-se na quinta-feira Santa com a celebração da Missa "in Coena Domini". É a celebração da Ceia do Senhor com um contexto que celebra a Instituição da Eucaristia, o Mandamento Novo e o Ministério sacerdotal.  Existem alguns arranjos e símbolos contextuais tradicionais para esta celebração, consid...