A formação e a espiritualidade litúrgicas são os pilares da Pastoral Litúrgica Paroquial (PLP)

A paz do Senhor!

A finalidade deste espaço é oferecer material de formação litúrgica para quem atua em ministérios litúrgicos na comunidade paroquial. Seja muito bem-vindo e bem-vinda. Se quiser e puder deixar sua contribuição, agradeço muito. (Serginho Valle)
Tecnologia do Blogger.

Postagens recentes

A Liturgia pode ser um espaço de evangelização?

PASTORAL DA LITURGIA A Liturgia pode ser um espaço de evangelização? Celebrações evangelizadas, celebrações evangelizadoras Outubro ...

Pesquise aqui

Pesquisar neste blog

Home Ads

Meu perfil

Minha foto
São José do Rio Preto, São Paulo, Brazil
Paz e bem! A celebração da Liturgia é uma arte e, como acontece no exercício de toda arte, só celebra bem quem bem conhece a linguagem da arte litúrgica celebrativa.

Serviço de Animação Litúrgica

Serviço de Animação Litúrgica
Para acessar as propostas celebrativas dominicais acesse: www.liturgia.pro.br

Facebook

Publicações recentes

JSON Variables

7 de out. de 2016

IGMR 289 – A arte no espaço celebrativo


Por isso, a Igreja não cessa de solicitar a nobre contribuição das artes e admite as expressões artísticas de todos os povos e regiões. Ainda mais, assim como se esforça por conservar as obras e tesouros artísticos legados pelos séculos precedentes e, na medida do necessário, adaptá-las às novas necessidades, também procura promover formas novas que se adaptem à índole de cada época.
Portanto, nos programas propostos aos artistas, bem como na seleção de obras a serem admitidas na igreja, procure-se uma verdadeira qualidade artística, para que alimentem a fé e a piedade e correspondam ao seu verdadeiro significado e ao fim a que se destinam.

Sobre o espaço celebrativo, a IGMR 289 inicia convidando os artistas e todas as artes para participarem da organização e do embelezamento do espaço celebrativo. Convite feito especialmente a arquitetos, engenheiros, construtores, escultores, pintores. Todos, em forma de interdisciplinaridade, trabalhando para uma mesma finalidade: criar um espaço agradável, acolhedor e, principalmente celebrativo.
Engenheiros que não compreedem a dinâmica celebrativa tendem a construir um salão com um local elevado, em forma de palco, para dispor o altar e o ambão. O mesmo acontece com arquitetos que, por não conhecer as exigências celebrativas se descuidam dos vários espaços que as diferentes celebrações litúrgicas exigem, considerando que um espaço celebrativo não comporta somente a celebração Eucarística. Nestes casos, não poucas vezes, depois de construídas, se fazem necessárias adaptações, as vezes grotescas, boicotando a arte e a beleza do espaço celebrativo, como pede a IGMR 289.

Preservar e promover a arte
A reforma litúrgica orienta a preservar a arte litúrgica de outros tempos. Isto vale para as igrejas antigas, especificamente aquelas que são verdadeiros monumentos arquitetônicos. A orientação vale igualmente para altares, ambões e batistérios que primam pela beleza e pelo bom gosto da arte. Inclui-se nesta lista atenção especial para imagens e para pinturas, bem como as decorações com simbologias litúrgicas ou bíblicas.
Além disso, a Igreja pede que a arte que representa a cultura e a índole de cada povo seja expressa na arquitetura e no modo de representar o Mistério Pascal de Cristo que é celebrado na Eucaristia e nos demais sacramentos. Esta é uma recomendação, diga-se de passagem, que tem produzido um grande enriquecimento na arte litúrgica em termos de qualidade para os nossos tempos. Verifica-se isso em muitas de nossas igrejas brasileiras, mas salta aos olhos a arte litúrgica (diferente) em países africanos e asiáticos, com representações próprias daquelas regiões da terra.  

Três critérios
            A Igreja, como sabemos, quando trata de assuntos relacionados à Liturgia é muito criteriosa e cuidadosa. Não serve qualquer coisa e não admite que o espaço celebrativo seja feito de qualquer jeito. Além do critério da beleza, expresso pela arte, propõe ainda três critérios: alimentar a fé, promover a piedade e corresponder ao verdadeiro significado e ao fim a que se destinam.
            O primeiro critério considera a beleza da arte litúrgica como promotora da fé. Imagens ou figuras ou representações que não alimentam a fé não servem para a igreja enquanto local de culto e celebração do Mistério Pascal. Todo espaço celebrativo é convite para crescer na fé, por isso deve comunicar a fé e, como toda verdadeira obra de arte, deve ser uma “obra aberta”, no sentido de sempre se poder contemplar algo novo naquela obra. É um desafio digno de ser encarado por verdadeiros artistas e não por amadores.
            O segundo critério é a promoção da piedade. O ambiente formado pelo espaço litúrgico deve, principalmente e especialmente, ser um convite a silenciar, a rezar e a se calar diante do mistério. As antigas catedrais europeias, dependendo de cada época histórica, construíam grandes espaços para que, ao se adentrar ali, se fizesse a experiência da pequenez diante de Deus. O termo piedade, usado nesta IGMR 289, tem a ver com o sentimento religioso diante de Deus, ao se entrar no espaço celebrativo. Um espaço que não se aquieta somente nas celebrações, mas que convida a quem ali entrar a calar-se para contemplar, rezar e silenciar. O espaço celebrativo, quando bem feito, é um convite natural a silenciar. Conversas e falações dentro do local onde celebramos nossa fé são sintomas de que o espaço não está cumprindo bem sua função de cultivo à piedade.
            Por fim, o terceiro critério é corresponder o significado ao que se destina. Uma igreja é construída, em primeiríssimo lugar, para ser uma referência da fé onde se celebra o Mistério Pascal de Cristo. Não é um salão que se transforma em local celebrativo nos fins de semana e em centro comunitário nos demais dias da semana. Não discuto aqui a necessidade de muitas comunidades pobres, pois sei e conheço que também elas sonham por um local que seja somente igreja. Não se pode, a título de arrecadar fundos, transformar a igreja em sala de concertos ou coisas do gênero. As comunidades constroem suas igrejas com a finalidade de terem um local para rezar, para silenciar diante de Deus em qualquer hora do dia e onde, principalmente, celebram sua fé.
Serginho Valle
2016





0 Comentários:

Postar um comentário

Participe. Deixe seu comentário aqui.