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Mostrando postagens de outubro, 2016

IGMR 294b – O espaço celebrativo do Ministério de Música

“Os fiéis e o grupo dos cantores ocuparão lugares que lhes favoreçam uma participação ativa .” Como proposto anteriormente, sobre os espaços ministeriais, a IGMR 294 faz sua primeira referência ao espaço ministerial referindo-se aos participantes do Ministério da Música.  Uma referência bastante interessante e com uma finalidade bem precisa: para que os músicos e cantores sejam favorecidos pela participação ativa deles e da assembléia. Uma primeira indicação, muito clara, aliás, que o Ministério da Música participa da celebração, repudiando o comportamento de alguns músicos que estão na celebração somente para cantar.   Coral e coro Antes da reforma litúrgica (1963), os músicos tinham seu espaço no fundo da igreja, num local mais elevado, que até hoje se denomina de “coro”. Isto é decorrência que ali ficava o coral. Havia uma finalidade prática, de sonorização, para aquela disposição: fazer com que o som ecoasse de cima para baixo preenchendo todo o espaço da igreja...

IGMR 294 – Espaço celebrativo funcional e ministerial

O povo de Deus, que se reúne para a Missa, constitui uma   assembléia   orgânica e hierárquica que se exprime pela diversidade de funções e ações, conforme cada parte da celebração. Por isso, convém que a disposição geral do edifício sagrado seja tal que ofereça uma imagem da   assembléia   reunida, permita uma conveniente disposição de todas as coisas e favoreça a cada um exercer corretamente a sua função (IGMR 294a) Por se tratar de um parágrafo longo, vamos dividi-lo em quatro reflexões, uma para aspecto contemplado nesta IGMR 294: a proposta introdutória (este artigo), o espaço do ministério da música, espaço dos ministros e a reflexão final. Continuamos tratando do espaço celebrativo, deslocando-nos do cuidado artístico do mesmo para contemplar sua composição funcional. Ou seja, cada espaço dentro da igreja tem a sua função específica. É construído para uma determinada finalidade, para uma determinada função, um serviço, um ministério. Este é um element...

Evangelho na Missa

Depois de comentar sobre as leituras e o salmo responsorial, vamos considerar alguns aspectos do Evangelho, no contexto da Liturgia da Palavra   da celebração Eucarística.   O Evangelho é o ápice da Liturgia da Palavra   em todas as celebrações litúrgicas, mas isto é demonstrado de modo mais evidente na celebração Eucarística. Do ponto de vista celebrativo,   toda   a Liturgia da Palavra converge para o Evangelho e tudo, na Liturgia da Palavra, ilumina-se   no     Evangelho . O Evangelho, portanto, está no centro da Liturgia da Palavra, iluminando a compreensão das leituras e do salmo responsorial . O Evangelho é a principal fonte   inspiradora da   homilia, da profissão de fé e da oração dos fiéis.    Além disso, num contexto mais amplo, o Evangelho ilumina e conduz celebração Eucarística como um todo. Sendo o centro da Liturgia da Palavra, o Evangelho recebe todo respeito ,    todas as honras e homenagens , ...

IGMR 292 – Ornamentação da igreja

A ornamentação da igreja deve visar mais a nobre simplicidade do que a pompa. Na escolha dessa ornamentação, cuide-se da autenticidade dos materiais e procure-se assegurar a educação dos fiéis e a dignidade de todo o local sagrado. Depois de comentar sobre a presença da arte na formação do espaço celebrativo, a IGMR 292, nos moldes de um bilhete de recados, chama atenção para a qualidade da ornamentação da igreja. Indicativo que a igreja não é um salão vazio de sentido. Ao contrário, a ornamentação é mensagem, é Evangelho anunciado, além de ser um espaço acolhedor, que convide ao silêncio orante pelo recolhimento.             É a segunda vez que IGMR menciona a qualidade da ornamentação da igreja. Anteriormente, na IGMR 288, dava indicações gerais sobre a ornamentação. Agora, na IGMR 292, aparecem alguns adjetivos que orientam sobe a qualidade da ornamentação. Não indica como fazer, mas que qualidades devem conter. Nobre ...

IGMR 289 – A arte no espaço celebrativo

Por isso, a Igreja não cessa de solicitar a nobre contribuição das artes e admite as expressões artísticas de todos os povos e regiões. Ainda mais, assim como se esforça por conservar as obras e tesouros artísticos legados pelos séculos precedentes e, na medida do necessário, adaptá-las às novas necessidades, também procura promover formas novas que se adaptem à índole de cada época. Portanto, nos programas propostos aos artistas, bem como na seleção de obras a serem admitidas na igreja, procure-se uma verdadeira qualidade artística, para que alimentem a fé e a piedade e correspondam ao seu verdadeiro significado e ao fim a que se destinam. Sobre o espaço celebrativo, a IGMR 289 inicia convidando os artistas e todas as artes para participarem da organização e do embelezamento do espaço celebrativo. Convite feito especialmente a arquitetos, engenheiros, construtores, escultores, pintores. Todos, em forma de interdisciplinaridade, trabalhando para uma mesma finalidade: criar um es...

Salmo responsorial

O salmo que acompanha a 1ª leitura denomina-se salmo responsorial por ter a forma de responsório. Não se trata de “salmo resposta”, embora esta característica seja contemplada em documentos da Igreja. Anos atrás, havia a denominação de “salmo de meditação”, por entender que o mesmo tinha a função de meditar a Palavra ouvida, o que também é uma realidade. Outro nome dado ao salmo responsorial, este de antiquíssima tradição, é “gradual”. Termo que tinha a ver com espaço reservado ao salmista: no “gradus”, no degrau do presbitério, quando o salmo responsorial não era cantado no ambão, como hoje, mas num degrau do presbitério.             Na Liturgia, o responsório, tradicionalmente, acompanha a proclamação de uma leitura Bíblica. Exemplo disso acontece na celebração da Liturgia das Horas quando, depois da proclamação da “leitura breve”, canta-se ou recita-se o “responsório breve”. Ainda na Liturgia das Horas, no Ofício das Leit...