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Mostrando postagens de janeiro, 2017

Vasos sagrados usados na Liturgia

De origem latina “vas” (recipiente). São denominados como “vasos sagrados” os recipientes usados na Liturgia: cálice, patena, cibório, ostensório, píxide, custódia do Santíssimo Sacramento, ampolas destinadas a guardar os Santos Óleos.             A orientação da Igreja diz: “os vasos sagrados sejam feitos de metal nobre. Se forem de metal oxidável ou menos nobres do que o ouro sejam normalmente dourados por dentro. ” (IGMR 338). Isto significa que se excluem materiais que não sejam nobres, como por exemplo o plástico, e metais que possam comprometer as espécies, especialmente o vinho, como é o caso da cerâmica, do vidro e da madeira. Cerâmica e madeira pela absorção do vinho e, o vidro, pelo risco de se quebrar. Diz a orientação: “os cálices e outros vasos destinados a receber o Sangue do Senhor, tenham a copa feita de matéria que não absorva líquidos. O pé pode ser feito de outro material sólido e digno. ” (IGMR 330). Há co...

Enfeites na celebração litúrgica

As normas litúrgicas não tratam de enfeites em particular. Trata deste tema de modo generalizado, contextualizando-o na ornamentação litúrgica. Meu ponto de vista é a partir da comunicação litúrgica e não tem nenhuma intenção normativa.  Contextualizando   Por enfeite, no contexto comunicativo da celebração litúrgica, entende-se aquilo que favorece ou evoca um clima especifico, no qual acontece a celebração. Neste sentido, os enfeites, embora possam ter características simbólicas ou sígnicas (sinais), na maior parte das vezes exerce a função de índice, isto é, são indicadores de um contexto, ou de um “clima” do Tempo Litúrgico, ou de uma celebração específica. Os enfeites natalinos e os enfeites pascais, por exemplo, expressam bem esta dinâmica semiológica de índice, quer dizer, indicadores do Tempo Litúrgico que se está celebrando. Quando entramos numa igreja com enfeites natalinos, por exemplo, os mesmos são índices, são indicadores que estamos celebrando ...

Preparação e apresentação das oferendas

O rito da preparação e apresentação das oferendas é muito simples na Liturgia Romana. Consiste em colocar o pão na patena e apresentá-lo a Deus com uma fórmula orante e, da parte do vinho, colocar um pouco de vinho e uma gota de água no cálice. Tudo muito simples. Já vai longe o tempo que o rito era feito de modo mais elaborado e mais solene. Hoje, de tão simples, o rito da preparação e apresentação das oferendas corre o risco de se transformar em ritualismo mecânico, perdendo a riqueza da mensagem comunicativa que o mesmo contém.  Rito de passagem e apresentação da hóstia Primeiramente, é preciso considerar que se trata de um rito de passagem, como já foi mencionado na preparação do altar. Depois da Liturgia da Palavra, a assembléia faz uma pausa para ofertar o sacrifício do povo que, a rigor do termo, são o pão, o vinho e a água. Trata-se, sim, de um rito ofertorial, mas não o ofertório do sacrifício da Igreja, que é feito com o Corpo e Sangue do S...

Hallel

O hallel é cantado nas grandes festas que Israel celebra em suas Liturgias com sequências de seis salmos aleluiáticos, de onde a terminologia de “hallel” . Recebem tal denominação por iniciarem com “hallel” , palavra hebraica traduzida para o latim como “alleluia”. Estes são seis salmos: de Sl 113 a   Sl 118.             A principal característica do “hallel” é a louvação e o agradecimento, ação de graças pelo que Deus realizou e realiza em favor do povo. Canta ainda ação de graças pela esperança futura de uma terra de paz e a promessa do Reino, sempre alimentada pela Palavra, no meio do povo.             Do ponto de vista cultual o “hallel” é um convite incessante a elevar louvores e glorificações ao Senhor. A composição do hallel é de seis salmos festivos e alegres que, nas celebrações litúrgicas judaicas são cantados em alta voz por toda a assembléia litúrgica c...

Arranjos florais - ikebana

Do ponto de vista da comunicação litúrgica, os arranjos florais não se prestam unicamente a ser um elemento estético, mas se caracterizam pela simbologia, no contexto celebrativo . Com isto, estou dizendo que não se coloca um arranjo floral unicamente para deixar o espaço celebrativo mais bonito e acolhedor; também isto. Mas, em cada arranjo floral, feito símbolo, torna-se mensagem simbólica. Por   isso, os arranjos florais, enquanto proposta de mensagem simbólica, na celebração litúrgica, aproximam-se da   filosofia   do   ikebana , uma técnica japonesa que trata de modo artístico os arranjos florais, comunicando por meio deles uma mensagem de vida. N ão sugiro adotar   somente   a   técnica do ikebana .   No   caso   litúrgico , interessa   também o   seu   processo , o modo como o ikebana é construído para que se torne uma mensagem artisticamente bela e litúrgica. Quanto a isso, considere-se que o   ikebana ...

Preparação do altar

Antes de receber as oferendas, o altar é devidamente preparado com um rito muito simples, mas pleno de significado. O rito tem a finalidade de preparar o altar para receber as oferendas da Igreja e dos celebrantes: o pão, o vinho e a água.  Para tal finalidade o corporal é estendido sobre o altar. Um rito realizado pelo diácono (cf. IGMR 94; 178) e, na ausência deste pelo próprio padre (cf. IGMR 214). Hoje, em algumas comunidades, o rito está sendo realizado por ministros, seminaristas e até coroinhas. A Bíblia atribui ao sacerdote que oferecerá o sacrifício a atividade de preparar o altar, como na sugestiva passagem de Elias confrontando-se com os sacerdotes de Baal (1Rs 18,30-39). No Evangelho é o próprio Jesus que prepara o pão e o vinho para entregar aos seus Apóstolos, na Última Ceia (Mt 26,17-30) e, depois, carrega sua Cruz (Jo 19,17), o altar onde oferecerá sua vida em sacrifício. Citações (de tantas outras) para lembrar que a preparação do altar não é um simples gesto fu...