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Mostrando postagens de dezembro, 2017

Paróquia e vida espiritual

Existem momentos e dias que um padre olha para seu trabalho e é tentado a se perguntar: que sentido tem tanto trabalho debaixo do sol? (Ecl 2,22). É um questionamento justo porque, diferentemente do trabalho de uma empresa, cujos resultados são visíveis, por exemplo, a maior parte dos resultados espirituais nem sempre é visível. São resultados que acontecem nos corações e nas mentes das pessoas. E isso pode desanimar tanto o padre como os agentes de pastorais e nós que atuamos na Pastoral Litúrgica (PL).             A primeira regra para quem atua na PL é não esperar elogio. Dependendo da comunidade, as críticas sempre superam os elogios; isso cansa e desanima. Não esperar elogio porque sempre haverá aquele ou aquela que colocará um defeito. São os críticos de plantão, que tampouco colocam a mão na massa. Vivem na zona de conforto das críticas. O que fazer, então? Fazer o simples, o ordinário; adotar o movimento da semente, que...

As “quatros Missas” do Natal... e a “Missa do Galo”?

Lembro que no meu tempo de criança e de adolescente, a família se reunia ao redor da árvore de Natal e do presépio, que o pai e a mãe montavam na sala. O rito iniciava-se com uma oração, que rezávamos em alta voz, de olho nos pacotes de presentes. Isso era por volta das 20hs. Depois, vinha a Ceia de Natal, um tempo para brincar com os novos brinquedos e a Missa do Galo.             “Missa do Galo” é uma expressão que vem da Idade Média, quando os horários eram estabelecidos pelo canto do galo e pelo início da aurora. Hoje, a Liturgia conserva a “Missa da Aurora” e, popularmente, a chamada “Missa do Galo”. A expressão vem da indicação do horário, nos antigos “ordo liturgicus” que dizia: “ad gali cantum” – quando o galo cantar –. Isso servia não tanto para dizer que os galos da Idade Média cantavam à meia-noite, mas para indicar que essa deveria ser a primeira Missa do Natal, celebrada à meia-noite. A outra Missa seria na aurora e,...

Equipes de celebrações paroquiais

Num texto anterior a este, no contexto da organização da Pastoral Litúrgica Paroquial (PLP), dizia que a PLP é formada basicamente por duas equipes: a Equipe Litúrgica e as Equipes de Celebrações. Dizia também que pela formulação gramatical, entende-se que existe apenas uma Equipe Litúrgica (no singular) e várias Equipes de Celebrações (no plural). O tema dessa reflexão é sobre as Equipes de Celebrações. Tratarei suscitamente, no contexto que um artigo breve comporta. Funções das Equipes de Celebrações As equipes de celebrações são encarregadas diretamente das celebrações realizadas na comunidade. Esta função tem maior abrangência e, até mesmo, mais visibilidade, no que se refere às equipes encarregadas das celebrações da Eucaristia, especialmente aqueles dominicais. Mas, as Equipes de Celebrações, no contexto da PLP, não se limitam àquelas equipes. Existem Equipes de Celebrações especificas para o Batismo, o Matrimônio, Penitência e Reconciliação, a Liturgia das Horas, das Exéq...

Equipe Litúrgica Paroquial

A organização da Pastoral Litúrgica Paroquial (PLP) consta, basicamente, de duas equipes: Equipe Litúrgica e equipes de celebrações. Como demonstrado pela redação gramatical, tem uma única Equipe Litúrgica e várias Equipes de Celebrações. Quem anima a PLP é a Equipe Litúrgica e quem anima as celebrações de todos os Sacramentos e Sacramentais são diferentes Equipes de Celebrações.              Vale lembrar que documentos litúrgicos consideram separadamente o Ministério de Música e a equipe responsável pela arte sacra e arquitetura. Noutro momento trataremos destas duas atividades. Neste momento vamos considerar apenas a Equipe Litúrgica. Função da Equipe Litúrgica A Equipe Litúrgica é responsavél pelo planejamento, coordenação,  assessoria e avaliação da vida litúrgica da paróquia. A primeira e mais empenhativa função da Equipe Litúrgica é a coordenação de todas as equipes de celebrações, para que as celebrações co...

Natal: encontro da humanidade com Deus

A Liturgia celebra o Natal em três grandes momentos: preparação, solenidade e celebrações natalinas. A preparação consta de quatro semanas, das quais as duas últimas são dedicadas a uma preparação mais próxima e mais intensa. A celebração da Solenidade do Natal consta de quatro Missas em momentos diferentes do dia e da noite e, por fim, as “celebrações natalinas” que constam de festas e solenidades, concluídas com a festa do Batismo de Jesus. Nossa atenção se concentrará no Lecionário proposto para o “Ano B”, que conta algumas peculiaridades, neste ano de 2017. Tempo da preparação             O tempo de preparação denomina-se Advento, termo que designa espera, expectativa, tempo de preparação de um acontecimento importante. São quatro semanas de Advento, mas neste ano de 2017, teremos apenas três porque — e aqui está a primeira peculiaridade — o 4º Domingo do Advento será celebrado no dia 24 de dezembro. Isto significa que a ...