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Mostrando postagens de novembro, 2015

As velas da Coroa do Advento

Um significado catequético e ilustrativo das quatro velas da coroa do Advento para ajudar na compreensão e celebração de cada Domingo. De modo geral, sabemos que cada vela representa um dos Domingos do Advento. Com o tempo as mesmas começaram a ganhar nomes. Assim, a primeira vela chama-se VELA DO PROFETA , considerando as profecias do nascimento de Jesus. A segunda vela é chamada de VELA DE BELÉM , recordando o local do nascimento de Jesus. A terceira vela é chamada de VELA DOS PASTORES , recordando sua visita ao presépio e a quarta vela é a VELA DOS ANJOS , lembrando a festa angélica no dia do nascimento de Jesus. Tais significados promoveram a coloração das velas, a primeira vela é roxa , a segunda vela é verde , a terceira vela é vermelha e a quarta vela é branca . De minha parte, denominaria as duas primeiras velas da Coroa do Advento como VELAS DA VIGILÂNCIA , considerando que os dois primeiros Domingos do Advento celebram o anúncio e a vigilância em vista do final dos temp...

Qual padre celebra, hoje?

Algumas comunidades têm mais de um padre. E como ninguém é igual a outro alguém, é comum haver comparações. Preste atenção nas preferências. Um se agrada mais do padre alegre, sorridente. Outro tem preferência pelo padre quieto, que celebra de modo mais silencioso, que conduz a celebração pelos caminhos do silêncio e não tanto pela animação de palmas e gestos. Tem aquele que se identifica com o modo de um padre presidir batizados, de ouvir confissões, de celebrar a Eucaristia. E tem outros que não o suportam. Questão de gosto, não de discussão, é claro! Tudo muito natural; não há nada de errado nisso. Pode ser uma questão de simpatia ou antipatia por alguém ou, simplesmente, uma preferência pelo jeito de celebrar. E, além de tudo, cada padre, com seu jeito, não celebra sozinho, celebra com a comunidade e a comunidade celebra com o padre.             Vamos procurar ligar alguns pontos. Primeiro: quem celebra não é o padre sozinho,...

Hagios o Theos

“Hagios o Theos” é uma antiga expressão grega usada como refrão durante os impropérios (lamentações) da Sexta-feira Santa. A tradução literal é “Ó Deus Santo”. Esta aclamação “hagios o Theos” mantém relação com outras aclamações gregas, na Liturgia, como por exemplo o “Kyrie eleison”, traduzido em português como “Senhor tende piedade de nós”. O refrão “hagios o Theos” deriva do hino de louvor a Javé, que se encontra em Is 6,3 e, também no Ap 4,8. Muitas fontes da História da Liturgia confirmam que a expressão “hagios o Theos” — Ó Deus Santo, Santo e poderoso, Santo e imortal, tende piedade de nós — foi composto pelo Patriarca Proclo (434-446). Um hino composto igualmente para combater as heresias, fazendo assim com que a Liturgia reze aquilo que crê e, pedagogicamente, confirme os celebrantes na fé. 

Cerimônia ou celebração?

Em tempos idos, a Liturgia era considerada a cerimônia oficial da Igreja. Era no tempo que os católicos iam à igreja para assistir Missa, ver batizados, ver a crisma... Era comum, pois, ouvir falar em cerimônia da Missa, cerimônia do Batismo, cerimônias religiosas.             Antes de continuar, gostaria de fazer um parêntesis, para considerar um dado. Do ponto de vista da teoria da comunicação, a assistência é considerada uma forma de participação. Trata-se, contudo da assistência empática ou simpática; não apática. Nos dois primeiros casos, empática e simpática, o assistente participa (toma parte) do que vê e escuta, como por exemplo, numa competição esportiva ou num cinema; ele não compete, mas se emociona com o acontecimento e participa pelo envolvimento emocional. Como ainda, na assistência de um filme, que toma parte das cenas de modo empático, sofrendo, rindo, sentindo medo, criando expectativas com as cenas. Diferente é ...

Gaudete - Domingo gaudete (3º Domingo do Advento)

Guadete é uma palavra de origem latina que significa “alegrai-vos”. É o convite da antífona de entrada do 3º Domingo do Advento, que expressa a alegria pela proximidade do Natal de Jesus Cristo. Por este motivo, o 3º Domingo do Advento é também conhecido como “Domingo gaudete” — Domingo da alegria. Esta alegria, no 3º Domingo do Advento, não se expressa somente pela proclamação da antífona de entrada, mas também pelo discreto uso de flores no espaço celebrativo e pela cor rósea, presente nos paramentos sacerdotais, diaconais e nas vestes celebrativas de quem irá exercer algum ministério na celebração.   O uso discreto de flores tem um motivo simbólico: expressar a alegria espiritual da Virgem Mãe. Uma alegria que ainda não pode ser totalmente extravasada, como de uma mãe que está grávida, que não saltar de contentamento, mas está alegre, feliz de modo moderado, pois ela e a criança precisam de cuidados especiais. É aquela alegria que enche o coração, mas que ainda não pode ser d...

A Liturgia mudou!

Os mais novos não lembram. Quem está na faixa dos 30 aos 35 também não lembra como era celebrada a Liturgia há anos atrás. Já ouviram falar que a língua litúrgica era o latim. Escutaram os antigos dizer que os padres celebravam a missa de costas para o povo. Alguns chegam até mesmo a se rejubilarem não terem vivido naqueles tempos, porque, segundo contam seus avós, a Missa era bem mais longa que hoje em dia. Muita coisa mudou mesmo, em termos de celebração litúrgica.             Mudou no jeito de celebrar, é claro. O modo de celebrar era diferente, mas a razão pela qual se celebrava sempre foi a mesma em todos os tempos. Mudou muita coisa: o local do altar mudou; antes era colado na parede do fundo da Igreja, agora está na frente, visível a todos. Mudou o espaço ocupado pela presidência do padre. Antes era lá em cima, perto do altar, agora, ele está mais próximo do povo e preside boa parte da celebração da cadeira presidencial. ...